Polícia de Rondonópolis investiga dois padres por estupro e assédio – veja BO

Padres Thiago e Jhonatha são citados em denúncia feita em novembro em Rondonópolis

Polícia Civil de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá) investiga os padres Jhonatha Almeida da Silva e Thiago Silveira Barros após denúncia de um rapaz de 17 anos, vítima de estupro praticado supostamente pelo sacerdote Thiago, em julho deste ano. O SiteRDNews teve acesso com exclusividade ao Boletim de Ocorrência.

O menor afirma que manteve um relacionamento com Thiago dos 13 anos até os 17 anos. E que, em 29 de julho, decidiu terminar o namoro e acabou sendo violentado. Para que não denunciasse o caso, o sacerdote entregou R$ 50 ao jovem.

Consta no BO que, ao procurar a polícia, junto com uma tia, o adolescente entregou conversas que manteve com o padre e que comprovariam a relação. O rapaz detalha na ocorrência policial que as investidas do padre Thiago começaram após a vítima se confessar com ele.

À época, com 13 anos, afirma que, antes de ir para a Formação de Adolescentes Cristãos (FAC), em setembro de 2015, teve um relacionamento com um colega de sala de aula da mesma idade. Depois, decidiu confessar a situação ao padre Thiago que, segundo o relato, começou a se aproximar dele e, com isso, a pedir “nudes” (fotos sem roupa), o que foi atendido pelo jovem.

O padre, então, passou a levá-lo ao shopping da cidade para lanchar e ainda lhe dava dinheiro “tentando conquistá-lo”, diz trecho do BO. E, em um dia, o padre levou o menino para a casa da avó onde, segundo registro no BO, tiveram a primeira relação sexual.

A vítima, hoje com 17 anos, diz que, a partir daí, engataram um relacionamento e que ambos permaneceram juntos até este ano – leia acima, um dos trechos.

Durante os quatro anos de relacionamento, o menor menciona que chegaram a manter relação sexual com uma terceira pessoa, outro coroinha da Paróquia São José Operário. O adolescente relata também que, em um dos encontros, Thiago lhe confidenciou que teve uma relação com outro coroinha e que este menino ameaçou denunciá-lo. A situação teria sido resolvida com a compra de um aparelho celular.

O adolescente diz também que o padre foi transferido para Alto Garças (a 357 km de Cuiabá), mas que continuou a levar outros coroinhas para a cidade. O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Rondonópolis, na manhã de 12 de novembro, pela tia do menor.

Ela relata que decidiu procurar o sobrinho para saber o que estava acontecendo após um “aconselhamento” de outro padre. O menor então teria revelado a situação a ela. A Especializada pediu exame de corpo de delito da vítima, que entregou conversas que manteve com o padre à polícia.

Outro padre

Com 15 anos, o menino conta que padre Thiago enviou o contato dele para o padre Jhonatha e que ele se encontrou com o mesmo na frente do salão paroquial da igreja São José Operário. A vítima não conta qual foi o teor da conversa com Jhonatha. Não fica clara também qual foi a conduta dele.

Em relação a ao padre Jhonatha, no boletim, ficam registrados a apuração dos crimes de “aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, crianças com o fim de com ela praticar ato libidinoso (consumado), favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de menor de 18 anos e maior de 14 anos (consumado). Corromper ou facilitar a corrupção de menores, utilizando-se de meios eletrônicos (consumado)”.

Já em relação a Thiago, o caso foi registrado como investigação dos crimes de “aliciar, assediar, instigar ou constranger por qualquer meio de comunicação, estupro (consumado), favorecimento à prostituição ou outra forma de exploração sexual de menor de 18 anos. Estupro de vulnerável consumado, além de corromper ou facilitar a corrupção de menores, utilizando-se de meios eletrônicos (consumado)”.

O RDnews tentou entrar em contato, várias vezes, com os dois padres. Mas, até a publicação desta matéria não obteve sucesso. O espaço segue aberto para que ambos possam comentar o assunto e dar a sua versão. Procurado, o bispo Dom Juventino não comentou o caso.

 

Fonte: RDNews

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