Ex-secretário preso em 2017 na ‘grampolândia’ volta usar tornozeleira eletrônica

Rogers Jarbas, hoje delegado aposentado da PJC, volta a ser monitorado por tornozeleira para não atrapalhar investigações ainda em andamento

Por determinação do juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o ex-secretário estadual de Segurança Pública e delegado aposentado da Polícia Civil, Rogers Elizandro Jarbas, voltará a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica. O equipamento será colocado em Jarbas ainda nesta segunda-feira (18), às 15h, no Fórum de Cuiabá.

O pedido para a imposição de medidas cautelares a serem cumpridas por Jarbas partiu das delegadas Ana Cristina Feldner e Jannira Laranjeira Siqueira Campos, que conduzem, no âmbito da Polícia Civil, as investigações do esquema de grampos telefônicos ilegais, que ficou conhecido como “grampolândia pantaneira”.

Jarbas também foi proibido de manter contato com outros investigados e terá de se recolher em casa durante as noites, finais de semana e feriados.

Rogers Jarbas era secretário de Segurança Pública no governo do tucano Pedro Taques e foi preso em setembro de 2017 na Operação Esdras por determinação do desembargador Orlando de Almeida Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele foi acusado de acusado de tentar atrapalhar as investigações do esquema de grampos ilegais que envolvia militares de alta patente e secretários de Estado.

As investigações eram sobre o esquema de escutas telefônicas ilegais na modalidade “barriga de aluguel” que  foi operado por um núcleo a Polícia Militar tendo como vítima dos grampos políticos de oposição ao governo de Pedro Taques, empresários, servidores públicos, médicos, jornalistas e um desembargador aposentado. Na época, a prisão do então secretário e outras sete pessoas foi sob acusação de estarem armando um plano para afastar Orlando Perri da relatoria dos processos da grampolândia no TJMT.

Depois de deixar a prisão, Jarbas chegou a usar tornozeleira por um tempo, mas já estava livre do monitoramento. Agora, as delegadas que seguem investigando fatos da “grampolândia pantaneira”, voltaram a pedir que ele seja monitorado para não atrapalhar as investigações. O motivo é para evitar que ele Jarbas mantenha contato com outras pessoas investigadas.

No mês passado, o ex-secretário virou réu numa ação penal pelo crime de ameaça por ter ameaçado o também delegado da PJC, Flávio Henrique Strigueta, num estacionamento de um supermercado em Cuiabá, em março de 2018. À época, Stringueta estava no comando de um inquérito policial que culminou na Operação Esdras e na prisão de Jarbas.

No dia 29 do mês passado, Rogers Jarbas se aposentou da função de delegado por tempo de contribuição.

 

Fonte: AgoraMT

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