Prefeito cita avanços após CPI que apontou sonegação de R$ 2 bi e ‘enquadra’ agronegócio

Hoje prefeito de Rondonópolis (MT), o ex-deputado estadual Zé Carlos do Pátio (SD), foi ouvido pelos membros da  CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal na Assembleia Legislativa e afirmou que os incentivos fiscais concedidos em Mato Grosso eram “uma banca de negócios” e usados “como caixa 2” para bancar campanhas eleitorais na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Explicou que a CPI que ele presidiu na legislatura anterior (2015/2019) constatou uma sonegação fiscal de mais de R$ 2 bilhões e encaminhou o resultado aos órgãos de controle para adoção das providências cabíveis.

“Esses órgãos de controle estão tomando as atitudes. Agora é importante essa nova CPI saber se todo  aquele recurso foi restituído ao Estado. Eu fiquei sabendo através de uma palestra de um conselheiro do Tribunal de Contas que ele está fazendo vários acordos de leniência daquela CPI minha, que fizemos na nossa época. Então, está tendo resultados”, relatou o ex-deputado para contrapor os comentários de que “toda CPI acaba em pizza”.

Pátio lembrou que também foi apresentado ao Estado uma proposta de lei para mudança e controle nos incentivos fiscais. “Hoje está tendo mais controle, mas tem setor que não investigamos, como por exemplo, do combustível, que a atual CPI está investigando”, observou o prefeito de Rondonópolis ao parabenizar os atuais membros da CPI em andamento no Legislativo Estadual sob presidência do deputado Wilson Santos (PSDB) e relatoria de Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD).

Conforme ele, as investigações acerca da renúncia fiscal em Mato Grosso precisam ser constantes para melhorar a receita do Estado. Lembrou era um deputado da oposição e conseguiu presidir a CPI durante na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB) com apoio do colega Wilson Santos que era líder do governo na Casa. “Não resta dúvidas que agora temos um controle maior dos incentivos só que precisa de aprimorar cada vez mais. E o objetivo dele é esse: aprimorar mais”.

Agronegócio

Zé do Pátio também não poupou críticas a alguns setores beneficiados com isenções, mas que segundo ele, não deram uma contrapartida satisfatória para beneficiar a população. “Tem setor aqui que recebeu incentivo demais, o País ajudou muito agora é hora de eles contribuírem com o Estado. Os caras só querem ficar rico, rico, rico e não vai ajudar o povo”, disparou Pátio.

Em seguida, respondeu que o setor do agronegócio é um desses setores. “Praticamente não paga imposto, tem incentivos e eu constatei na CPI que ele tinha incentivo do Proomat, por exemplo, do Prodeic, ainda de cooperativas, juntando tudo ainda era pouco. Não paga imposto e daí, como é que faz? E o povo precisando de melhorar seus indicadores sociais. Está chegando a hora que tem que ter um governo corajoso pra fazer uma reforma tributária”, enfatizou.

Fonte;Agora MT

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