Supermercadistas demonstram preocupação com aumento de carga tributária pelo Estado

Durante a reunião, o presidente apontou também a insegurança financeira que pode crescer caso o PLC seja aprovado sem as alterações sugeridas pela comissão, na noite desta quarta-feira (10), ao secretário adjunto Fábio Pimenta e técnicos da Sefaz. “Hoje não há aumento de salário para ninguém. Sem isso, é inviável aumentar o preço dos produtos ao consumidor final, pois se tiver aumento de preço, vamos vender menos, e vendendo menos, aumenta o desemprego, porque os empresários terão que demitir”, analisa Morbeck.

Para o assessor jurídico da Asmat, Hudson Schmitt, o PLC impacta negativamente em todos os setores econômicos e culmina diretamente no consumidor. “É o chamado imposto indireto, ou seja, chega ao consumidor, não vai ser absorvido pelo empresariado”, esclarece o advogado. “Estamos subsidiando a Comissão do Comércio com números para que seja negociado o varejo em geral, com crédito outorgado para minimizar o aumento de carga tributária”, resumiu.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de Mato Grosso (Sincovaga), Kassio Catena, afirma que o PLC penaliza o setor, que terá, inclusive, que refazer seu sistema de arrecadação.

“O governo disse que precisa aumentar a arrecadação, mas nós não podemos pagar essa conta. Empresário não paga imposto, empresário repassa imposto, e vamos mostrar ao consumidor o quanto ele vai pagar”, explicou Catena, também presente na reunião.

O setor aguarda que a contraproposta elaborada pela comissão e entregue aos deputados na terça-feira (10), altere o PLC 53/2019 e diminua os impactos do novo regime de tributação do Estado.

Fonte:O Livre

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