Assistência técnica do Senar muda realidade dos produtores de leite em MT

Desde 2015 fazendo parte do Senar Tec Leite, programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), a família Guilherme dos Santos comemora um aumento de 33.10% na produção mensal de leite e 70.70% na produção de leite diária das vacas em lactação. Nestes quatro anos, muita coisa mudou no Sitio Primavera, localizado no município de Pontes e Lacerda . Uma das principais dificuldades dentro da propriedade. Nivaldo Guilherme dos Santos conta que investiu mais de R$ 30 mil no projeto de irrigação que já está em teste.

Há mais de 50 dias sem chuva na região a irrigação demonstra resultados positivos. Nivaldo comemora o pasto verde que garante a um rebanho muito bem alimentado. Segundo ele, todos os anos gastava cerca de R$ 13 mil para fazer a silagem e, mesmo assim, ainda não era suficiente para suprir as necessidades do rebanho ao longo do período de seca. “Se colocarmos tudo na ponta do lápis, o retorno do investimento será em menos de dois anos”

Nivaldo conta ainda que no começo não levava as recomendações dos técnicos de campo muito a sério. “Mas quando vi que meus vizinhos estavam progredindo, comecei a seguir todas as orientações e logo as melhorias tanto no rebanho, quanto na propriedade começaram a aparecer”.

De acordo com Nivaldo, quando ele entrou no Senar Tec leite tinha 50 vacas. “A produção era uma mixaria”, enfatiza. Depois de quatro anos sendo assistido, o produtor diz que tem a metade do rebanho que tinha quando começou, mas a produção dobrou.

Junto com a esposa Rosangela e os filhos Francislei, Liliane e Larissa, Nivaldo vive no Sitio Primavera, na comunidade Triunfo e é atendido pelo técnico de campo da ATeG, do Senar-MT, Matuzalem Carvalho. “Aprendi a anotar tudo o que acontece na propriedade. Para isso conto com a ajuda dos filhos e da esposa. Sei o que ganho, o que gasto e onde é preciso investir”.

Para Nivaldo, além desta parte da gestão da propriedade que foi uma mudança de cultura para toda a família, outro ponto bastante importante foi o piqueteamento do pasto. Ele conta que dividir em partes menores e fazer a rotação dos animais tornou o controle da qualidade das pastagens muito mais fácil.

Com todas estas transformações, Nivaldo e a família comemoram a valorização de toda a propriedade. “Posso dizer que o valor da terra dobrou”. E Nivaldo continua sonhando. “Pretendo ampliar a irrigação, incrementar a sala de ordenha e seguir buscando inovações. O produtor que não buscar novidades vai acabar fora do mercado”.

Fonte:O Livre

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