Inquérito que cita Pedro Taques está sob sigilo na 7ª Vara

Está na 7ª Vara Criminal de Cuiabá o inquérito para apurar possível participação do ex-governador Pedro Taques (PSDB) no esquema de interceptações telefônicas clandestinas no âmbito do governo e na Policia Militar de Mato Grosso. O inquérito é oriundo do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Inicialmente a investigação foi remetida para a juíza Ana Cristina Mendes, no final de fevereiro. Porém, a magistrada remeteu a investigação para o juiz Jorge Luiz Tadeu.

A suspeita é que o declínio da magistrada ocorreu por conta da prisão do seu esposo, em 2017. O então corregedor-geral e o diretor de Inteligência da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, foi acusado de ter vazado a informação de que uma operação ocorreria sobre o caso dos grampos.

Na última sexta-feira (22), Jorge Tadeu decretou o sigilo do processo e remeteu para a 19ª Promotoria Criminal do Ministério Público Estadual (MPE), que é responsabilidade do promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho.

No inquérito, o ex-governador aparece como vítima e o “requerido” ainda estaria em apuração. No STJ, Taques estava sendo investigado por suposta participação ou prevaricação no esquema, já que o ex-secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp) , promotor Mauro Zaque, prestou depoimento informando que teria comunicado o ex-governador sobre o esquema de escuta clandestina para monitorar adversários políticos. Segundo Zaque, o próprio excomandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa, teria confessado o esquema e informado que teria feito a pedido do próprio governador.

Outros processos Outros inquéritos ligados a “grampolândia pantaneira” foram remetidos ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por envolver pessoas com foro privilegiado. Entre eles, duas investigações que surgiram de notícias-crime apresentadas pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) ainda em junho de 2017.

A primeira é em relação a uma suspeita de que o ex-governador Silval Barbosa e seus filhos teriam sido vítimas da prática de “barriga de aluguel”. Já outro fato apontado pela OAB é uma denúncia de quebra ilegal de sigilo fiscal. De acordo com a entidade, a quebra de sigilos fiscais se daria pelo acesso direto, sem autorização judicial, de promotores de Justiça e outras autoridades ao banco de dados da Sefaz.

Fonte: Gazeta Digital

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