Ex-secretário de Educação, Permínio depõe e gera tensão no ‘ninho tucano’

Ex-secretário de Estado de Educação e delator da Operação Rêmora, Permínio Pinto (PSDB) será ouvido no próximo dia 15 de março pelo juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, às 14 horas.

O novo depoimento foi marcado após o Supremo Tribunal Federal (STF) comunicar à Justiça mato-grossense sobre a delação de Permínio, anexada na ação penal oriunda da Operação Rêmora, que investiga esquema de corrupção na secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O delator deve reafirmar tudo o que disse em sua delação no STF, inclusive, que chegou a tratar de “algumas licitações para serem direcionadas com o próprio governador”, o que comprovaria que Pedro Taques (PSDB) sabia do esquema.

“Oportunidade em que será conferido o direito de cumprir integralmente o acordo firmado, prestando as informações que sejam de seu conhecimento, úteis para a elucidação dos fatos em apuração nesta Ação Penal, na presença das defesas constituídas”, diz trecho do despacho do magistrado no mês passado.

Em sua delação, o tucano teria entregue aos investigadores mensagens do aplicativo WhatsApp em que Taques fala em “facilidade nas licitações”.

Réu confesso, Permínio era chefe da pasta na época e diz ter atuado na execução de contratos, cobrando propina das empresas vencedoras.

O ex-deputado estadual e agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Guilherme Maluf, também é citado em sua delação.

O delator acusa ainda o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele teria revelado esquemas quando atuava no gabinete do parlamentar.

A Operação Rêmora foi deflagrada no início de maio de 2016 pelo Gaeco para desmantelar fraudes e direcionamento de 23 licitações da Seduc orçadas em R$ 56 milhões para construção e reformas de escolas.

De acordo com Ministério Público Estadual (MPE), ficou comprovado que após o pagamento por parte da Seduc aos empreiteiros o valor (inicialmente 5%, depois de 3%) era devolvido a parte da organização criminosa através do arrecadador da propina, Giovani Belatto Guizardi.

Para ter a delação homologada, além de revelar os pormenores da organização criminosa, Permínio se comprometeu a devolver R$ 500 mil aos cofres públicos. Valor dividido em 5 parcelas.

Fonte: Gazeta Digital

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