Servidores programam paralisação de 1 dia para analisar medidas de MM

Os sindicatos dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso, ligados ao Fórum Sindical, terão até o dia 11 de fevereiro para realizar suas assembleias-gerais para votar a deflagração de greve geral no Estado. O movimento é uma resposta ao pacote de medidas encaminhadas pelo governador Mauro Mendes (DEM) à Assembleia Legislativa, já aprovado pelos deputados.

Durante o encontro de servidores, cada classe deverá também votar a possibilidade de paralisação de 24 horas no dia 12 de fevereiro, além de aprovar – ou propor mudanças – ao calendário de mobilização indicado pelo Fórum Sindical. Os sindicatos deverão notificar a coordenação do Fórum sobre a programação de sua assembleia para que, ao menos, um representante esteja presente.

Devido aos diversos impactos que serão causados pelo “pacotão” de Mendes, o movimento grevista terá diversas pautas no movimento. As principais estão relacionadas à concessão da RGA (Revisão Geral Anual), cuja aprovação estará sujeita a um indexador que, na prática, dificilmente permitirá a concessão do direito, e à data de pagamento do 13º, transferidos aos servidores no mês de seu aniversário, até 2018, e agora pago apenas em dezembro.

Além disso, os servidores ainda exigirão o pagamento integral do 13º dos aniversariantes de novembro e dezembro, únicos que ainda não receberam o direito referente ao ano de 2018. A proposta de Mendes é parcelar este pagamento até abril.

Outro fator a ser defendido pelos servidores está relacionado às Leis de Planos, Carreiras e Cargos, suspensos temporariamente pelo decreto de contenção de gastos, de autoria do governador.

Por fim, os servidores afirmam que vão defender que não haja aumento da alíquota previdenciária dos funcionários públicos.

O movimento surgiu assim que, após a liberação da Assembleia Legislativa, por parte dos servidores que lá estavam acampados para impedir a votação dos projetos, os deputados acabaram por aprovar todo o pacote de Mauro Mendes.

A provável greve geral representa um novo recorde em Mato Grosso, uma vez que seu movimento já foi iniciado com menos de um mês do novo Governo e sua deflagração se dará com um pouco mais de 40 dias de nova administração.

Fonte:Folhamax

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