PF suspeita que fortuna de megatraficante de MT tenha pago propina para políticos do país

Cabeça Branca foi preso em Sorriso, onde usava disfarce de produtor rural

A Polícia Federal (PF) tem indícios de uma possível conexão entre políticos brasileiros e o traficante Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, preso no dia 1 de julho de 2017, em Mato Grosso, que é apontado com um dos maiores traficantes internacionais de drogas da América do Sul, com conexões em dezenas de países. A ligação apareceu com o doleiro Carlos Alexandre de Souza, o “Ceará”, preso nesta terça-feira durante a Operação “Efeito Dominó”, que investiga lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

Segundo as investigações, dinheiro obtido pelo traficante, repassado ao doleiro, estaria sendo usado no pagamento de propina de políticos.

— O que nos temos até agora são apenas indícios. Só poderemos confirmar essas informações no decorrer das investigações — afirmou o delegado Elvis Secco, que coordernou a prísão de Cabeça Branca e foi responsável por parte importante da operação deglagrada hoje.

Outras sete pessoas também foram presas em uma operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Ceará atuava na Lava Jato com o doleiro Alberto Youssef e firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O acordo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF disse que vai avisar as duas instituições para que avaliem a rescisão do acordo.

Ceará foi preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado, em João Pessoa (PB). No final da manhã, ele deixou a sede da PF na Paraíba para ser transferido para a Superintendência da PF, em Curitiba.

Como delator da Lava Jato, Ceará mencionou os políticos Fernando Collor de Mello, Aécio Neves, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues.

 

Fonte: FolhaMax

COMPARTILHAR

Comentários