Taques defende investigação e avisa que “não carregará carga dos outros”

Governador Pedro Taques alerta que seu primo, Paulo Taques, enquanto chefe da Casa Civil, não poderia defender qualquer empresa, mas quanto ao escritório dele, não há impedimento.

O governador Pedro Taques (PSDB) comentou, na manhã desta segunda-feira, sobre o fato de o escritório do seu primo e ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, advogar para a EIG Mercados, atinga FDL. A empresa é investigada na Operação Bereré por pagamento de propina no âmbito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

Investigada pela Justiça na “Operação Bereré” por suposta participação em esquema de pagamento de propina em obras do Detran-MT, a empresa FDL Serviços de Registros, Cadastros, Informatização e Certificação, atualmente EIG Mercados contratou o escritório do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques para defendê-la durante as investigações em processos. O contrato foi firmado um dia após as eleições de 2014, quando Pedro Taques foi eleito governador do Estado.

Pedro Taques lembrou que, desde quando era senador, apontou o esquema. Ele disse que, caso exista algo errado, o caso deve ser investigado.

No entanto, nada impede que o escritório de seu primo advogue para a empresa. “Não vou carregar uma carga que não é minha. Todos sabem que o escândalo do Detran, eu combati desde que era senador da república. O que vi na imprensa foi que o escritório do ex-chefe da Casa Civil advogava para eles. Agora, se tiver algo errado, tem que ser investigado. Chefe da Casa Civil não pode advogar, mas isso não significa que o escritório não pode”, disse o governador.

O acordo para que o escritório de Paulo Taques defendesse a EIG foi assinado no dia 6 de outubro de 2014, um dia após o primo de Paulo, Pedro Taques) ser eleito governador de Mato Grosso. À época, o então advogado da empresa Daniel Augusto Mesquita, passou a representação judiciária para Paulo Jorge Zamar Taques, Augusto César Taques, Gabrielle Queiroz Marques, Cemyara Saraiva Sena e Debora Brito Cordeiro, todos pertencentes ao escritório do ex-chefe da Casa Civil Estadual.

A empresa EIG é acusada de desviar entre 2009 e 2014, cerca de R$ 27,7 milhões dos cofres públicos, por meio de pagamento de propina. A Operação Bereré foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) e Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO), foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão, entre eles são acusados os deputados estaduais Eduardo Botelho e Mauro Savi (PSB), o ex-presidente do Detran Teodoro Lopes.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões de 17 pessoas investigadas.

 

Fonte: FolhaMax

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