GOVERNADOR DECLARA GUERRA A MATO GROSSO

Assim como Hitler se comprometeu a não invadir a Polônia, o governo de Mato Grosso veio a público, por meio de entrevistas concedidas pelo Secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, na última terça-feira (20.02) para dizer que o Fundo de Estabilização Fiscal seria formado por percentual sobre benefícios de empresas contempladas por incentivos fiscais e programas de desenvolvimento; e, assim como o primeiro alvo da Blitzkrieg foi a Polônia, o déficit de R$ 3 bilhões que seria coberto pelo fundo com a taxação dos que para ele contribuem agora aponta sua artilharia para os cidadãos mato-grossenses, com um aumento de cerca de R$ 0,21 no preço do combustível.

Além do ataque financeiro, o Governo iniciou na noite desta quinta-feira (22.02), em horário nobre, sua campanha à reeleição ao veicular uma poderosa peça de ficção, em que pessoas vivem num Estado onde não há motivos para reclamações e só houve avanços. A propaganda de Hitler também mostrava o povo contente com suas atitudes; a propaganda de Taques, supostamente institucional e que alegadamente veicularia informações sobre serviços públicos, mostra apenas pessoas do povo supostamente felizes com sua gestão.

A guerra-relâmpago envolve pelo menos três de tipos de ataque, e aqui não é diferente. Nesta semana investigações importantíssimas vieram à tona com a operação Bererê, que visa a apurar fatos que teriam acontecido entre 2009 e 2014, e a bomba explode só agora, em 2018, justamente num momento em que o monopólio governamental nas manchetes de desgraças estava se tornando incontrolável.

A tática é óbvia. Enquanto nos meios de comunicação jorram notícias sobre esquemas de corrupção, bombardeia-se a população com propagandas cinematográficas e obstrui-se o debate político sobre as renúncias fiscais e as verdadeiras medidas necessárias para remediar o déficit que elas criam, o Governo trabalha com tranquilidade embaixo dessa cortina de escombros e fumaças para dilapidar o patrimônio do Estado com a execução de obras superfaturadas, como a da Ciec no Pedra Noventa, que vai custar R$ 10 milhões a mais do que uma escola desse porte custava na gestão anterior, e o pagamento completamente injustificado de aluguéis, como os dos prédios da PGE (R$ R$ 3.120.000,00/ano), que tem sede própria, e do IML (R$ 960.000,00/ano), cuja mudança vem gerando revolta nos moradores do bairro residencial onde está sendo instalado, e, agora, o do Centro Logístico de Armazenamento e Distribuição do Estado (Celad), que vai custar ao Estado a fortuna de R$ 9 milhões.

Assim como Taques, Hitler também foi considerado um grande líder, as pessoas depositaram nele a esperança quanto ao futuro da economia de uma Alemanha em crise, até que todo o poder lhe foi conferido e ele, como diz o ditado, mostrou quem realmente era.

 

*Janaina Riva é bacharel em Direito e deputada estadual em Mato Grosso, eleita com 48.171 votos

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