AL admite abrir mão de parte do duodécimo para ajudar Governo enfrentar a crise

O atraso no repasse do duodécimo aos poderes será a tônica da reunião que acontece, nesta terça-feira (16.01), às 20 horas, em local a ser definido, entre o governador Pedro Taques (PSDB) e os presidentes dos Poderes Constituídos. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), durante entrevista nesta segunda-feira (15.01). Somente à ALMT são R$ 48 milhões pendentes em detrimento à crise econômica que assola Mato Grosso.

Antes dessa reunião, os deputados concentram esforços e realizam três sessões para apreciar as contas do governo e demais projetos. Botelho explicou que pediu um levantamento técnico sobre a situação financeira da Casa de Leis para avaliar a possibilidade de ajudar o governo. No ano passado, foram devolvidos ao Executivo R$ 25 milhões, recursos destinados à compra de ambulâncias para os municípios.

“Temos aproximadamente R$ 48 milhões de duodécimo atrasados. Já abrimos mão de R$ 25 milhões para ajudar no enfrentamento da crise. Por isso, vamos ouvir o governador, saber se ele tem um planejamento para isso. Também vamos apresentar uma proposta a ele, talvez abrindo mão de uma parte nossa porque estamos dispostos a ajudar, mas também não podemos abrir mão de tudo, pois temos fornecedores que precisam receber”, disse o presidente Botelho, ao acrescentar que nos últimos quatro meses os repasses foram feitos de forma parcial.

Projetos

A primeira sessão desta terça-feira será às 9 horas, na sequência às 14hs e às 17 horas. Na pauta, as contas do Poder Executivo e outros projetos relativos ao Fethab e vetos. Com ampla maioria na Casa de Leis, Botelho acredita que as contas do governo devam ser aprovadas, inclusive, já passaram pelo crivo do Tribunal de Contas do Estado – TCE.

Perspectivas

Com o retorno dos trabalhos, o presidente disse que mesmo 2018 sendo um ano eleitoral, manterá a mesma postura priorizando a boa condução dos trabalhos na ALMT, para Mato Grosso avançar. “Evidentemente que os ânimos ficam mais acirrados no período eleitoral, mas a minha postura será a mesma de tratar todos iguais, de sempre criar meios de entendimento e manter o diálogo. Também temos esperança de que a área da Saúde melhore, pois esse setor foi o maior gargalo no ano passado. Também esperamos que o estado registre crescimento econômico”, concluiu.

 

Fonte: FolhaMax

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