Detentos de 9 penitenciárias de MT iniciam greve de fome

Detentos de nove presídios de Mato Grosso iniciaram na tarde de ontem uma greve de fome. O motivo seria a falta de investimentos nas cadeias e o desleixo com o sistema prisional do Estado.

A iniciativa faz o Sindicato dos Servidores Penitenciários (Sindspen) ficar em alerta, principalmente em casos de motim, salve geral e rebeliões.

O presidente do Sindspen, João Batista, confirmou que os presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), presídio feminino Ana Maria do Couto – anexo ao PCE – e Capão Grande, em Várzea Grande, já confirmaram que estão em greve de fome.

Fontes confirmaram que as ordens destinadas aos presos da região metropolitana também se estendem às cadeias das cidades de Campo Novo do Parecis, Água Boa, Sinop, Lucas do Rio Verde e Comodoro.

O “alerta” foi repassado aos detentos através do aplicativo de conversa WhatsApp. Atualmente, Mato Grosso tem 10.668 homens presos homens, enquanto o quantitativo de mulheres é de 578.

REIVINDICAÇÕES

“Os detentos reivindicam melhorias na saúde de todos os presídios do Estado”, diz o presidente do Sindspen. No alerta, que partiu de dentro da cadeia, eles alegam que a greve de fome se dá por falta de medicamento, dentista e médicos especialistas em tratamento de tuberculose.

Outra pauta do manifesto é a superlotação, um tema reivindicado pela população carcerária.

“Há risco de rebelião sim. Fomos informados que os presidiários reivindicam melhorias para o sistema penitenciário e, por isso, decidiram fazer uma greve de fome. Em um primeiro momento, percebemos que a manifestação é pacífica e sem risco à segurança das unidades. No entanto, pedimos que os agentes se mantenham em alerta para o que possa acontecer, seja uma rebelião ou um novo ‘salve geral’, com ataques em ônibus e em bairros”, explicou João Batista.

Em um comunicado, emitido na sexta-feira (3), os presidiários afirmam que cela que cabem 8 detentos abrigam mais de 40.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), que afirmou está ciente da greve e que deverá se pronunciar em breve.

Fonte: Hipernotícias

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