Senador mato-grossense compara o MST a facções criminosas

“As invasões de terra promovidas pelo MST podem ser comparadas com as ações do PCC e do Comando Vermelho. Quadrilha é quadrilha. Não tem diferença.”

Assim que o senador José Medeiros (PSD-MT) avalia a invasão da fazenda do Grupo Amaggi (SM 02), localizada às margens da rodovia BR-163, a cerca de 25 km de Rondonópolis, que teve inicio nesta terça-feira (25).

Segundo o MST, cerca de mil famílias estão na fazenda que pertence à família do ministro da Agricultura Blairo Maggi. A ação faz alusão Dia do Trabalhador Rural, comemorado com pela Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária com o lema “corruptos, devolvam nossas terras!”.

Para Medeiros, a invasão promovida pelo MST coloca na ordem do dia a discussão sobre o direito à propriedade no Brasil. Afirma ainda que a reforma agrária é necessária, mas não pode ser realizada à força e sem respeitar a legislação.

“Dizer que reforma agrária se faz à força é o mesmo que combater a pobreza assaltando bancos. O brasileiro honesto trabalha, quer ter suas coisas e, quando não tem, não toma o que é dos outros. É assim que deve ser”, completou o parlamentar.

Medeiros também afirma que a reforma agrária no Brasil não avança porque os órgãos responsáveis como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) foram dominados por pessoas ligadas ao MST nos últimos anos.

Para a senador, a responsabilidade também deve ser atribuída ao PT que ficou 13 anos no governo federal. “Não fizeram a reforma agrária porque não querem perder a base social entre os sem-terra. O governo federal está entregando títulos de propriedade a famílias que estão nas áreas há mais de 30 anos, mas o MST e a Contag são contra. O negócio deles é agitação política. Não querem trabalhar na agricultura. Luta pela reforma agrária é demagogia deles.”

Além disso, o senador reclama que o MST é sustentado com dinheiro público para prestar o que classifica de “desserviço ao país”. Defende que convênios e outras fontes de financiamento precisam ser revistos pelas autoridades responsáveis.

“Dá pena de ver um país com grande produção agrícola como o nosso destinando dinheiro sustentar essa corja. E o pior é que o dinheiro que o governo destina ao MST é arrecadado dos próprios produtores que são vítimas das invasões”, concluiu, enfático, Medeiros.

Fonte: RD News

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