União corta 78% dos empréstimos para Mato Grosso

O governador Pedro Taques e os secretários Marco Marrafon (Planejamento), Paulo Brustolin (Fazenda) e Gustavo de Oliveira (Assuntos Estratégicos) se reuniram, nesta quinta-feira (10), com servidores de unidades orçamentárias das secretarias estaduais para tratar da atual situação econômica do Estado.

Na ocasião, os gestores apresentaram dados que demonstram que a crise econômica irá se agravar em 2016 e pediram o empenho de todos os servidores para superar as dificuldades, adotando medidas de economia ainda mais austeras e combatendo atos de corrupção em todos os níveis de governo.

“O ano de 2016 será um ano muito difícil, por isso temos que tomar medidas sérias para economizar mais ainda. Confiamos em todos os senhores que aqui se encontram e sabemos que muito já fizeram em 2015. Em 2016, precisaremos ainda mais de pessoas honestas e comprometidas com as próximas gerações de mato-grossenses”, declarou o governador Pedro Taques.

O governador pediu ainda que os servidores fiquem vigilantes e acompanhem de perto as ações da secretaria onde atuam.

“Eu e os secretários não temos como estar em todos os lugares ao mesmo tempo, por isso peço que fiquem atentos. Com a colaboração e o empenho dos senhores, tenho certeza que conseguiremos atravessar esse momento de crise”, ressaltou.

O secretário de Fazenda, Paulo Brustolin, lembrou que o governo federal deve quase R$ 1 bilhão para Mato Grosso, além de ter reduzido, no último ano, uma série de repasses ao Estado. Segundo ele, somente no que se refere a empréstimos para investimentos, a redução foi de 78%.

“Eu e o governador Pedro Taques temos ido diversas vezes a Brasília para cobrar o pagamento do FEX, algo que é direito nosso. Essa situação é muito preocupante e o Tesouro Estadual está fazendo o possível para manter o equilíbrio econômico do Estado”, afirmou.

O secretário de Planejamento, Marco Marrafon, afirmou que a crise econômica enfrentada atualmente pelo país é maior que a prevista e que, por isso, as projeções apresentadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) do Estado estão sendo revistas, assim como as metas de crescimento e as projeções para 2016.

Em 2015, a previsão apontava, por exemplo, para um crescimento de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, no entanto o que houve foi uma queda de 2,3%. O mesmo ocorreu com o PIB da União, que fechou 2015 com uma queda de 3,8%, índice pior que a previsão inicial.

Para superar as dificuldades, o secretário pediu que os servidores continuem reduzindo despesas. “Em 2015 conseguimos reduzir 28% dos gastos nominais com custeio da máquina, o que é um índice excelente, não alcançado por nenhum outro Estado. Em 2016, temos que continuar cortando gastos e priorizar apenas o que for essencial”, orientou.

 

 

Fonte: Folha Max

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